“Os
outros dois são construções para organizarmos a nossa história ou as nossas
agendas Os outros dois são construções para organizarmos a nossa história ou as
nossas agendas”
“O
Tempo Não Existe”
E
se anularmos o tempo “passado” e “futuro” Conceptual. Em entrevista, o autor de
Limites da consciência o meio segundo de atraso, A ilusão da Liberdade, editado
há uns anos atrás, José António Alves investigador na Universidade de Braga, na
altura sobre a os enigmas da consciência; ajuda-nos agora a encontrar respostas
para uma Liberdade que jamais se quer “ilusória”: Só o presente existe? Então “viver
o presente como Presença” Sentes-te? Sentes a força? O “cientista criativo” do “meio
segundo de atraso entre a percepção e a consciência” diz-nos que o tempo físico
não é o mais importante, e o Futuro e passado apenas “construções” de lógica
subjectiva?! Que rege o nosso tempo “cronológico”. O tempo sensível é mais difícil
do que o Tempo “mathemático”. L.C. “Sentir” A consciência tem por base o
Sentimento, o equilíbrio do coração, ou “uma vibração”. Somos energia! Sim ou não,
pergunta Porque se a Noosphera é Pensamento e como o Orange nos diz, “A Galáxia
é uma vibração” então o Homem pode estar em perigo com “contaminação”?!
Epidemias e pestes? Ou simplesmente “Desintegração” A galáxia pode estar
em vias de se desintegrar. À Nasa! Sim ou não … E, para os Creaccionistas Irracionais
de Leonardo Coimbra assassinado pela conversão ao catolicismo ou não? “A Sensação
é Ideia” multipliquemos a sensação … “então” senhores doutores, Para Pessoa
autor de Opiárium e do Sensacionismo, “Sensação
é Pensar” morreu louco Mário de Sá Carneiro suicidou-se “louco”????? E os
precursores do Futurismo em Portugal ou Almada Negreiros?! Morreram loucos e
cometeram suicídio … “assassinados” pela alta “Sensação” Subversão! Para uma
igreja “católica” que pretende o … controle final sobre o vosso espiritual? Continuo
em “estado hallucinado de embriaguês, obrigada pela “compreensão” Então corpo,
inconsciente em conexão, a modelar “As leis introduzidas e a introduzir” A
metadona não resulta Até dizem que é um substituto, e como diz José António
Alves, “O respeito” é terapêutico… O respeito pela Natureza. O respeito pela
Arte. “Purifica o inconsciente, o instinto” Há que alterar a imagem imediata
que o “consumidor” tem da heroína, parte integrante do nosso projecto
alternativo para combater a toxicodependência, em Parques de Campismo.
Proporcionar tarefas diárias simples como fazer o café; Polaroids. É giro o
efeito em 3minutos e estimula a criatividade ao toxicodependente, enquanto se
vai processando a mudança a operar no inconsciente. Um projecto piloto que
pretendemos desenvolver baseado em arte e natureza. A medicação é facultativa
por opção do toxicodependente. Reacções recolhidas positivas. Por todos os que
pensam que, em linguagem ou níveis “Revolucionários” A metadona é apenas um “neutralizador”
Zero tempo de acção. E tempos foram, em que a Criação “desaparecia” evaporada
como um “sabão”
"A
subconsciência pensante é o infinito da consciência orgânica actualizando mais
longamente por uma vontade pesquisadora, por uma vida mais ampla ou
generosa" Leonardo Coimbra
Olá Boa tarde,
segue entrevista após leitura do livro "Limites da Consciência o meio
segundo de atraso e a ilusão da Liberdade" com a finalidade de ser
publicada na nossa fanzine. Esperamos que seja de utilidade para os amarantinos
e entidades planetárias :)
Antes
de começar a responder às questões que amavelmente me fez chegar, gostaria de
salientar dois pontos. O primeiro para felicitar o vosso trabalho e o
entusiasmo que percebo através do seu email pelos assuntos da cultura, para o
dizer de um modo rápido. O segundo para referir que as perguntas que me fez
chegar sublinham problemas que ultrapassam em muito o âmbito do livro que
dediquei ao assunto do meio segundo de atraso e à ideia de ilusão de liberdade.
Por esta razão temo que as minhas respostas não tenham o alcance que as
questões exigiriam. Isto, porque as perguntas salientam vários conceitos que,
no mínimo, não são fáceis de definir e a sua compreensão implica um debate em
si mesmo. Repare, por exemplo, na citação que faz de uma frase do nosso ilustre
Leonardo Coimbra. O que poderemos considerar como sendo a ‘subconsciência
pensante’? O autor esclarece que é ‘o infinito da consciência orgânica’?
Teremos ficado esclarecidos com esta definição de subconsciente? Estará esta
definição de acordo com o que a psicologia considera ser o subconsciente ou de
acordo com o que outras áreas consideram ser o subconsciente? Portanto, um
elemento importante neste como noutros debates é esclarecermos os conceitos. No
livro que estimulou este contacto, tomou-se ‘consciência’ no sentido de tudo
aquilo de que um sujeito humano é ciente e ‘inconsciente’ como aquilo de que
esse mesmo sujeito não é ciente. Mas mais. O livro procurou afirmar
simplesmente o fator temporal que separa os dois conceitos e, nesse sentido,
reforçar a ideia de que grande parte da vida humana ocorre a nível
inconsciente, uma vez que se assim não fosse essa mesma vida seria muito
difícil de sobreviver às exigências de uma realidade em constante devir. O
simples atravessar de uma rua implica tempos de reação que a consciência, no
sentido de alguém ser ciente de alguma coisa, não é capaz de solucionar em
tempo útil, porque, como procurou evidenciar o livro, a consciência demora
tempo a acontecer. Demora pelo menos meio segundo. Tempo suficiente para
parecer uma eternidade, conforme as situações.
1. Se
combinássemos a filosofia, a arte e a ciência num mesmo livro, neste caso seria
"O aprofundamento da consciência em conexão com zonas recônditas da
mente", em que o presente é vivido e experienciado como Presença, como
diriam os panteístas, a Liberdade estaria mais próxima ou manter-se ia uma
ilusão, tendo em conta, que é defensor de uma teoria que nos diz que a
consciência, desde o momento da percepção à sua tomada existe meio segundo de
atraso? Portanto o presente não existe?
Não
diria que o presente não existe. Diria até que para nós é o único tempo que
existe. O que por certo não existe é um presente igual para cada um de nós.
Imaginamo-nos sincronizados, vivendo o mesmo tempo anotado por artefactos, mas se
considerarmos que para cada um de nós o que realmente acontece no recanto da
vida humana, a que chamamos consciência, é uma experiência singular à qual mais
ninguém, a não ser o ‘dono’ dessa mesma consciência, tem acesso, não é difícil
imaginar que também a experiência subjetiva do tempo é distinta entre os
diferentes seres humanos. Deste modo não há um presente, mas muitos presentes,
pelo menos, tantos quanto o número de seres humanos que habitam o planeta
Terra. Ora, está bom de ver que se assim é, não fosse a estratégia para juntar
tantos presentes num só relógio e num só calendário a vida seria ainda mais
caótica do que aquela que muitas vezes vivemos. No entanto, mesmo neste domínio
a sincronização não é total. Aliás, diria que é ilusória. Isto não só porque nem
todas as sociedades se regem pelo calendário gregoriano. Mas sobretudo porque a
experiência subjetiva está atrasada em relação aos acontecimentos físicos. O
tempo físico não é o tempo que mais nos importa. – No livro relembro o conto de
Borges, O milagre secreto, onde
Jaromir Hladik vive num instante o que não havia vivido numa vida inteira. – E
cada um de nós possui experiências diferentes dos acontecimentos do mundo e,
principalmente, experiências em tempos diferentes. Um mesmo estímulo não é
percepcionado no mesmo tempo entre diferentes sujeitos. É suficiente recordar
os testes de estímulo resposta para salientar que somos conscientes das coisas
em tempos diferentes, uns de forma mais lenta outros de forma mais rápida.
Assim, a questão interessante parece-me ser aquela que investiga por que nos
parece que vivemos o mesmo tempo quando o tempo experimentado por cada um de
nós é diferente. Como é que conseguimos não nos atrapalhar se temos tempos
diferentes, se possuímos diferentes ritmos de consciência das coisas? Uma resposta possível, penso, assentará na argumentação de
que tudo, para nós, seres humanos, é construção da consciência humana. Nada nos
atrapalha porque, na verdade, só uma coisa nos pode atrapalhar, nós mesmos:
quando deixamos de ser capazes de construir mundos coerentes para nós.
2. Ainda filosoficamente,
a consciência tem laivos dos 3 tempos: futuro passado e presente.. isto exige
uma maior comunicação entre o inconsciente e o subconsciente e o consciente
como processo permanentemente criador?
Acabei
de dizer exatamente que a consciência é um processo criado e criador. A
experiência consciente possui uma dimensão criadora. Ela é fruto de criação e
motor criador. Não sei responder-lhe ou não compreendi bem onde queria chegar
com a sua pergunta. Dos três tempos que refere, penso que só existe o presente.
Os outros dois são construções para organizarmos a nossa história ou as nossas
agendas. Os conceitos que salienta são conceitos difíceis em si mesmo. O que
queremos dizer com cada um deles? Não sei se compreenderemos bem o que queremos
significar com cada um deles. No livro salientei que há uma fronteira temporal
que separa cada um deles. Além disso, salientei que muito do que acontece na
nossa vida, acontece sem a produção de qualquer experiência consciente. Mas
mais. Para o bom desempenho de muita atividades humanas até parece que a
consciência só atrapalharia, dado as suas limitações temporais.
3. Diz-se que é
inconcebível a possibilidade de anular a consciência .... Alma como equivalente
ao cérebro e mente então? No entanto, diz no livro que a maioria das pessoas
vivem num estado de inconsciência ... Que efeitos poderá ter o predomínio do
instinto sobre a razão? Ou é mais complexo do que isso, sobretudo se tivermos
em conta a realidade global planetária?
No
livro saliento alguns estudos que têm chamado a atenção para a relevância dos
processos inconscientes para a vida humana. De outra forma a vida humana seria
impossível. Se tivéssemos, por exemplo, de ser conscientes de todo o nosso
organismo para vivermos, certamente já não viveríamos. Imagine a despesa de
energia que significaria ser consciente da corrente sanguínea. Agora o problema
é saber até que ponto o pouco que temos de vida consciente é mais do que
suficiente para controlar a nossa vida física, psicológica e espiritual.
4. Em Artes e
Mundividências: da Ética à Estética, pode ler-se "Sentir fortemente passa
a ser uma modalidade de aceder à consciência da própria existência" e para
António Damásio, "A consciência tem por base o Sentimento"... Haverá,
então, a possibilidade de um "Sentir Exacto" como diria o pintor
Nadir Afonso, que aconteça num fluxo naturalmente profundo, como um sonho
acordado, ou em frequências teta, as que ligam o subconsciente ao consciente ..
Que ilações poderíamos tirar destes três pressupostos?
Não
lhe sei responder.
5. O que se exige
actualmente ao individuo que pensa e é agente criador e interventivo num
colectivo?
Penso
que se exige, entre muitas coisa, ser fiel à sua própria consciência na
partilha de vida com os demais. Ninguém vive sozinho nem é autossuficiente.
Ainda uma última
questão a acrescentar à pequena conversa pela sua importância, tendo em conta
que a Gatilho é uma Associação para o desenvolvimento cultural de Amarante :)
Passo a citar
" quem tem poder são os mecanismos inconscientes", será possível
educar o inconsciente com arte e natureza, no sentido de existir poder
permanente de estar em sintonia com a realidade, em percepção criativa e crítica
?
A arte e o respeito pela
natureza (respeito que também implica conhecimento) certamente são boas formas
de nos auxiliar a viver melhor e não duvido que influenciam consciente e
inconscientemente os seres humanos.
“Os
outros dois são construções para organizarmos a nossa história ou as nossas
agendas Os outros dois são construções para organizarmos a nossa história ou as
nossas agendas”
...ADN quântico

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